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Consulado dos EUA em São Paulo: endereço, CASV e o que esperar no dia

Capa Visto Turbo: guia do consulado dos EUA em São Paulo, com o CASV na Vila Mariana e a entrevista na Chácara Santo Antônio

“Sara, me manda o endereço do consulado americano em São Paulo?” Fácil de responder e difícil de responder certo — porque quem pergunta quase sempre acha que existe um endereço só.

Existem dois. Quem tira o visto americano em São Paulo passa por dois prédios, em bairros diferentes, em dias diferentes: o CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto), na Vila Mariana, e o Consulado-Geral dos EUA, na Chácara Santo Antônio.

É a confusão que mais faz gente chegar no lugar errado. Vamos aos dois endereços, na ordem em que você vai usar cada um, e ao que a fonte oficial diz sobre o dia — consultada em 1º de setembro de 2026.

Os dois endereços de São Paulo

O primeiro é o CASV — Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto, onde se entregam documentos e se coleta a biometria (digitais e foto). O segundo é o Consulado, onde é a entrevista com o oficial consular.

EtapaOnde éEndereço
1º — CASV (documentos e biometria)Vila MarianaAvenida José Maria Whitaker, 370 — São Paulo, SP, CEP 04057-000
2º — Consulado-Geral dos EUA (entrevista)Chácara Santo AntônioRua Henri Dunant, 500 — São Paulo, SP, CEP 04709-110
Fontes oficiais: Departamento de Estado e Consulado-Geral dos EUA em São Paulo, consultadas em 01/09/2026.

A ordem não é opcional (e o intervalo mínimo também não)

A regra oficial é clara sobre a sequência: a maioria dos solicitantes “deverá comparecer primeiramente ao Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV) e depois realizar uma entrevista na Seção Consular”.

E existe um intervalo mínimo que muita gente não sabe: os solicitantes que comparecem aos dois “devem agendar a entrevista no CASV com pelo menos 1 dia de antecedência da data da entrevista Consular”.

Ou seja: não dá pra fazer os dois no mesmo dia. Se você mora fora de São Paulo, isso muda sua passagem e sua diária — são duas idas à cidade, ou uma viagem de pelo menos dois dias.

Esse fluxo de dois agendamentos é de quem solicita pela primeira vez. Escrevi em detalhe o que acontece dentro do CASV na coleta de biometria.

São Paulo é o único CASV do país que abre no domingo

Esse detalhe salva a agenda de quem trabalha em horário comercial e quase ninguém conhece. O horário oficial dos CASVs é “Segunda à Sexta – 07h às 16h”, e aí vem a exceção: “Domingos – 12h às 16h (CASV em São Paulo apenas)”.

Domingo à tarde, só aqui. O que não quer dizer que haverá vaga no domingo que você quer — a disponibilidade sai do sistema de agendamento, como qualquer data.

O horário publicado não inclui sábado. Quanto a feriados, a orientação oficial é conferir a página de eventos da Embaixada antes de marcar “para detalhes relacionados a datas sem atendimento ao público ou feriados”.

O celular não entra no consulado — e lá dentro não tem onde guardar

É a pergunta que mais recebo na véspera. A resposta oficial é literal: solicitantes “não estão autorizados a entrar na Embaixada ou Consulados com telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos” — a lista inclui smartwatches, pulseiras de atividade, tablets e laptops. E o que pega as pessoas de surpresa: “A Embaixada e os Consulados não possuem instalações de armazenamento para tais itens.”

Então levar o celular não é proibido — o que não dá é entrar com ele. A saída está na própria página: “existem empresas privadas que fornecem instalações de armazenamento mediante a uma taxa”. São os guarda-volumes do entorno, pagos, e o aviso oficial vem junto: essas empresas “não são sancionadas ou afiliadas ao governo dos EUA”, que não se responsabiliza pelos aparelhos deixados lá.

Duas outras restrições da mesma página: líquidos e bebidas não entram, “exceto para requerentes com crianças que necessitem de copo ou mamadeira”; bolsas e sacolas também não, “com exceção de uma bolsa pequena ou equivalente”.

E a entrada é controlada: “Solicitantes não são permitidos dentro da Seção Consular sem uma entrevista agendada.” Todo mundo passa por revista antes de entrar. A lista completa está no post sobre o que levar no dia da entrevista.

O erro de código de barras que impede a entrevista

Esse eu destaco porque está no site do consulado de São Paulo e a consequência é severa. O DS-160 é o formulário online do visto, e gera um número de confirmação com código de barras. A exigência: levar o formulário com o número “que começa com AA” e que corresponda ao usado no agendamento online.

Quem preencheu o formulário duas vezes — comum quando a sessão expira — corre o risco de levar a versão errada. E aí: “Se você comparecer ao seu agendamento com números diferentes, você não poderá ser entrevistado.”

Tem prazo embutido: se o agendamento for dentro de três dias e os números não baterem, “você terá que fazer um novo agendamento”. Por isso eu confiro esse número com o cliente antes de qualquer coisa — dez segundos que decidem se o dia da entrevista vai existir.

Foto impressa em São Paulo: geralmente não precisa

Outra diferença por posto. A foto impressa é obrigatória em Porto Alegre e Recife — São Paulo não está nessa regra: “A foto só será necessária caso o solicitante não esteja presente no CASV. Se ele estiver presente será feita uma foto digital no local.”

Duas exceções. Crianças pequenas: “Para crianças menores de 7 anos é obrigatório que os pais ou representantes tragam uma foto impressa”. E quem não vai ao CASV pessoalmente — porque solicitantes “com menos de 14 anos ou com 80 anos ou mais não são obrigados e não é recomendado que compareçam pessoalmente” ao agendamento no CASV. Nesses casos, quem comparece no lugar da pessoa leva a foto impressa.

Atenção ao que confunde muita família: não ir ao CASV não é o mesmo que não entrevistar. A entrevista não abre exceção por idade — “Todos os solicitantes devem comparecer a esta entrevista, independentemente da idade”. São duas etapas, em dois prédios.

Quem renova em São Paulo pode ir só ao CASV

São Paulo está entre os postos onde a renovação pode não exigir ida ao consulado: quem renova em Brasília, Rio ou São Paulo e atende aos requisitos do Programa de Isenção de Entrevista precisa “apenas agendar o comparecimento ao CASV para apresentar os documentos exigidos”.

Um agendamento em vez de dois, na Vila Mariana. Mas a checagem acontece na hora: “O CASV verificará se você se enquadra nos critérios do Programa de Isenção de Entrevista durante o atendimento. Caso não se enquadre, o CASV solicitará que você agende uma entrevista.”

E mesmo quem se enquadra não tem certeza de pular a entrevista: “ainda assim poderá ser solicitado que compareça à Embaixada ou ao Consulado para uma entrevista”. Por isso a orientação que eu dou é sempre a mesma — se prepare como se fosse entrevistar, mesmo achando que não vai.

Depois da entrevista, o passaporte volta pra Vila Mariana (ou pra sua casa)

A entrevista não é a última data do calendário. A devolução tem duas opções: “retirar no CASV ou enviar para um endereço residencial ou comercial”. Se optar por retirar, é a Vila Mariana de novo — uma terceira ida, avisada por e-mail.

O prazo tem uma âncora que costuma ser mal lida: “O prazo de entrega ou retirada é de até 3 dias úteis a partir da data de entrega da documentação para o serviço de courier pela Seção Consular dos E.U.A.” A contagem começa quando o consulado entrega ao courier — não na data da sua entrevista.

Some tudo e você tem o calendário real. A fila até a primeira data muda todo mês — em agosto de 2026, São Paulo estava em cerca de 1 mês até o próximo agendamento de turismo e negócios, pela tabela oficial do Departamento de Estado (“Last updated: 17-AUG-2026”, reconferida em 1º de setembro). Publico os números por consulado todo mês.

Na prática

Uma família do interior paulista me chamou em agosto de 2026 com a viagem marcada e uma logística que não fechava: tinham comprado passagem de ônibus para São Paulo, ida e volta no mesmo dia, para “resolver o visto”.

A primeira coisa que eu disse não foi sobre documento. Foi que eram dois endereços, em bairros diferentes, e que o CASV tem que ser pelo menos um dia antes da entrevista.

Reorganizamos: CASV no domingo à tarde, aproveitando a janela que só São Paulo tem, e entrevista na segunda de manhã. Uma diária de hotel em vez de duas viagens até a capital.

A segunda coisa foi conferir o código de barras de cada um. O pai tinha dois DS-160 preenchidos — abandonou o primeiro quando a sessão caiu — e o número no perfil de agendamento era o do formulário abandonado. Corrigimos antes, não na fila.

Combinamos também o básico: celular no guarda-volumes pago do entorno, e devolução do passaporte no endereço deles — não fazia sentido uma terceira viagem.

Não prometi visto a ninguém dessa família, porque isso ninguém pode. O que a gente tirou do caminho foi a chance de perder o dia inteiro por causa de um endereço e de um número.

Resumindo

  • São dois endereços. CASV na Avenida José Maria Whitaker, 370, Vila Mariana; Consulado-Geral na Rua Henri Dunant, 500, Chácara Santo Antônio.
  • CASV primeiro, entrevista depois — com pelo menos 1 dia de intervalo. Não dá pra fazer os dois no mesmo dia.
  • Confira o código de barras do DS-160: se não bater com o do agendamento, você não é entrevistado.
  • Domingo é exclusividade de São Paulo: CASVs abrem de segunda a sexta, das 7h às 16h, e aos domingos das 12h às 16h só aqui. O horário publicado não inclui sábado.
  • Celular e eletrônicos não entram no consulado e não há guarda-volumes lá dentro — as empresas do entorno são privadas e pagas.
  • Foto impressa em São Paulo geralmente não é necessária (a digital é feita no CASV) — exceto menores de 7 anos e quem não comparece pessoalmente.
  • Renovação em São Paulo pode ser só o CASV, se você atender aos requisitos do Programa de Isenção de Entrevista — e ainda assim a entrevista pode ser pedida.
  • O passaporte volta em até 3 dias úteis contados de quando o consulado entrega ao courier — retirada no CASV ou entrega no seu endereço.

Se você vai solicitar em São Paulo e quer organizar isso sem perder viagem, me chama no WhatsApp e me diz de onde você vem, quantas pessoas são e se alguém do grupo já teve visto americano. Eu ou alguém do time monta com você a ordem dos dois agendamentos e confere o formulário antes. Aprovação ninguém garante — quem decide é o oficial consular. O que dá pra evitar é chegar no endereço errado, no dia errado, com o número errado na mão.

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