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O que levar no dia da entrevista do visto americano (checklist completo)
“Sara, o que eu levo no dia?” Essa pergunta chega no meu WhatsApp quase sempre na véspera, e quase sempre tarde da noite — é a ansiedade de quem já organizou tudo e agora tem medo de esquecer um papel em cima da mesa da cozinha. A boa notícia é que a lista do que levar na entrevista do visto americano é bem mais curta do que a internet faz parecer. Três documentos resolvem a sua entrada. O resto é apoio — e tem uma parte que quase ninguém te conta, que é o que fazer com o celular.
Vou direto à resposta: o obrigatório é passaporte válido, a página de confirmação do DS-160 impressa e a confirmação do agendamento. O DS-160 é o formulário online do visto americano, e a “página de confirmação” é aquela folha com um código de barras que sai no fim do preenchimento. Sem esses três, você não é atendido — nem no CASV, o centro onde se coletam a foto e as digitais, nem no consulado. Todo o resto entra na categoria “levo porque pode ajudar”, e é justamente aí que a maioria erra: aparece com uma pasta de 80 folhas que o oficial não vai abrir.
Pra visualizar tudo de uma vez, aqui está o checklist completo do dia: o que é obrigatório, o que é apoio e o que fica de fora da sala. A etapa da biometria acontece no agendamento do CASV (CED em Porto Alegre e Recife), e o documento que leva o seu processo até lá é a confirmação do formulário do DS-160. Sobre o que vestir no dia, isso é assunto à parte — dá uma olhada em como se vestir na entrevista antes de fechar a mala.
| Obrigatório | Apoio | Não entra |
|---|---|---|
| Passaporte atual e válido (+ antigos com visto) | Comprovante de pagamento da taxa MRV | Mochila, bolsa grande ou mala |
| Página de confirmação do DS-160 impressa | Foto 5×5 recente impressa — obrigatória em Porto Alegre, Recife e para menores de 7 anos; nos outros postos, leve por segurança | Notebook, tablet, smartwatch e fones |
| Confirmação do agendamento impressa | Renda: holerites, pró-labore ou extrato | Comida, bebida e garrafinha de água |
| — | Trabalho: carteira, declaração do empregador ou contrato social | Objetos cortantes (canivete, tesourinha) |
| — | Vida no Brasil: IR, imóvel, certidão de casamento, matrícula escolar | — |
| — | Plano de viagem: cidades, período, hospedagem | — |
Os três documentos que decidem se você entra
- Passaporte atual e válido. É o documento que vira o seu visto, então ele precisa estar em boas condições — página de identificação legível, sem folha solta ou rasgada. Leve também os passaportes antigos que tenham visto americano anterior, mesmo vencido. Se o passaporte com o visto antigo foi perdido ou roubado, leve o boletim de ocorrência.
- Página de confirmação do DS-160. Impressa, com o código de barras nítido — é por ele que o seu formulário é localizado no sistema. Confira se o número que está nessa folha é o do formulário que você realmente enviou por último; quem refez o DS-160 depois de um erro costuma imprimir a versão errada. Falo mais sobre isso nos 12 erros mais comuns no DS-160.
- Confirmação do agendamento. Também impressa. É a folha que mostra data, horário e endereço de cada etapa — e cada etapa tem o seu horário próprio.
Além desses três, vale levar o comprovante de pagamento da taxa. Em agosto de 2026, a taxa MRV — a taxa de solicitação paga ao governo americano — é de US$ 185 por pessoa. Normalmente ninguém pede esse comprovante no guichê, porque o pagamento já fica amarrado ao seu agendamento, mas é uma folha a mais na pasta e resolve qualquer divergência de sistema. E, sobre foto: ela vai digitalmente no DS-160. Se o sistema recusou o seu upload, a foto é feita no CASV. Levar uma foto 5×5 recente impressa é só uma garantia barata — não é obrigatório na maioria dos casos.
Os documentos de apoio — e por que menos é mais
Documento de apoio é tudo aquilo que sustenta a sua história: o que você faz, quanto ganha e o que te espera de volta aqui. Eu recomendo levar, organizado, um item por assunto:
- Renda: últimos holerites, pró-labore ou extrato que mostre a sua movimentação normal.
- Trabalho: carteira assinada, declaração do empregador com o período de férias, ou o contrato social se você é sócio da empresa.
- Vida no Brasil: declaração de imposto de renda, comprovante de imóvel ou financiamento, certidão de casamento, matrícula escolar dos filhos.
- Viagem: o seu plano — cidades, período, onde vai ficar. Sem invenção e sem precisar de passagem comprada.
Agora a parte que costuma surpreender: é bem provável que o oficial não peça nenhum desses papéis. A conversa no guichê dura poucos minutos e se apoia no que você diz e no que está no seu formulário. Documento de apoio serve muito mais pra você — pra responder com segurança sobre a sua própria vida — do que pra convencer alguém por volume. Empurrar uma pilha de papel pro oficial não ajuda; pode até passar a impressão de que você está tentando compensar alguma coisa. Leve a pasta organizada, deixe fechada e só abra se pedirem. As perguntas que costumam aparecer eu reuni nas 20 perguntas mais comuns da entrevista.
E o celular? A parte que quase ninguém explica
Aqui mora o mito mais repetido do assunto: “deixe o celular em casa”. Não precisa. Você pode levar o celular — o que muda é o que acontece com ele em cada etapa, e as duas etapas funcionam de jeitos diferentes.
- No CASV, o aparelho entra com você: basta desligar. Simples assim.
- No dia do consulado, o celular não entra no prédio. E não existe guarda-volumes do próprio consulado — quem faz esse serviço são guarda-volumes terceirizados, no entorno, e são pagos. Você deixa o aparelho lá, recebe o comprovante e busca na saída.
Por isso, dois lembretes práticos que valem mais que meia dúzia de listas genéricas: leve um trocado (dinheiro ou celular com Pix à mão antes de guardar o aparelho) pra pagar o guarda-volumes, e conte esse tempo no seu planejamento. Achar o guarda-volumes, deixar as coisas e voltar até a entrada leva minutos que ninguém coloca na conta e que viram correria. Se você vem de outra cidade e não conhece a região, chegar com folga tira boa parte do estresse do dia.
O que não vai entrar com você
A mesma lógica do celular vale pro resto. O consulado tem restrição de itens, e tudo que ficar de fora vai pro mesmo guarda-volumes pago. Então, quanto menos você carregar, mais leve é o dia:
- Mochilas, bolsas grandes e malas — inclusive se você vem direto do aeroporto ou da rodoviária.
- Notebook, tablet, fone, smartwatch, fones sem fio e qualquer outro eletrônico.
- Comida, bebida e garrafinha de água.
- Objetos cortantes, incluindo aquele canivete esquecido no fundo da bolsa e tesourinha de unha.
O ideal é chegar com uma pasta fina só de documentos e o documento de identificação. As regras exatas de itens e horários variam entre os postos e mudam de tempos em tempos — confirme no site do consulado em que você foi agendado alguns dias antes. E não adianta chegar duas horas antes: confira na sua confirmação de agendamento e no site do posto quanto antes eles permitem a entrada, e planeje a folga em cima disso.
CASV e consulado são duas etapas diferentes
Muita gente lê “o que levar no dia da entrevista” achando que existe um dia só. São duas etapas, com endereços diferentes e horários próprios, normalmente em dias distintos. O CASV é o Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto: lá se faz a coleta de foto e digitais, não há entrevista e ninguém avalia o seu caso. O consulado é onde acontece a conversa com o oficial consular.
Nas duas você leva os mesmos documentos básicos — passaporte, confirmação do DS-160 e confirmação do agendamento. O que muda é a regra do celular (desligado no CASV, guarda-volumes no consulado) e o clima: o CASV é rápido e burocrático, o consulado é o dia que exige preparo. Confira sempre qual é a sua primeira etapa na confirmação do agendamento, porque a ordem e o intervalo entre elas mudam conforme o posto.
Se você vai com criança
Cada pessoa da família tem o seu próprio DS-160, o seu próprio agendamento e o seu próprio passaporte — inclusive bebê. Além disso, leve a certidão de nascimento da criança e os documentos dos pais; se um dos pais não vai ao consulado, confirme no site do posto o que é exigido no seu caso.
Duas etapas que as pessoas confundem o tempo todo: menor de 14 anos segue dispensado da coleta de digitais no CASV, mas isso não isenta ninguém da entrevista — desde 2 de setembro de 2025, a entrevista presencial passou a valer para todas as idades. Ou seja: a criança precisa estar presente no consulado, mesmo pequena. Escrevi sobre essa mudança e como preparar os pequenos em criança agora também passa pela entrevista. E leve o básico de sobrevivência com criança: água e lanche ficam no guarda-volumes, então resolva isso antes de entrar na fila.
Na prática
Um casal que eu acompanhei morava no interior e resolveu ir e voltar no mesmo dia. Chegaram na cidade de manhã, direto da rodoviária, com mochila de viagem, notebook do trabalho dele e a mala de mão. Estava tudo certo com a documentação — DS-160 revisado, agendamento em ordem, respostas preparadas. O que quase estragou o dia foi a logística: eles chegaram na porta do consulado quinze minutos antes do horário, com bagagem que não podia entrar, e não sabiam que o guarda-volumes é um serviço terceirizado, pago, do lado de fora. Deu tempo, mas por pouco — e os dois entraram na entrevista com o coração acelerado por um motivo que não tinha nada a ver com o visto. Hoje esse combinado entra na minha conversa com todo cliente que vem de fora: onde deixar as coisas, quanto custa, quanto tempo leva. Chegar calmo não aprova visto nenhum, mas chegar em pânico atrapalha a única coisa que você controla ali, que é responder com clareza.
Resumindo
O que levar no dia da entrevista cabe em uma pasta fina: passaporte atual e os antigos com visto, página de confirmação do DS-160 impressa e confirmação do agendamento. Documento de apoio vai organizado e fechado, com a consciência de que o oficial talvez nem peça. Celular pode levar — desligado no CASV, guarda-volumes terceirizado e pago no dia do consulado. E deixe em casa mochila, eletrônico, comida e qualquer coisa cortante. No dia da entrevista você não paga nada no local: a taxa MRV já foi paga antes, e a Visa Integrity Fee de US$ 250, aprovada em lei em julho de 2025 e ainda em implantação gradual, é cobrada apenas na emissão do visto — quem é negado não paga. Confirme os detalhes no site do consulado em que você foi agendado, porque cada posto tem as suas regras de horário e de itens.
Quer que eu ou alguém do time confira a sua pasta e o roteiro do seu dia antes da entrevista? Me chama no WhatsApp que a gente vê isso com calma, item por item. A gente não promete aprovação — ninguém honesto promete, porque quem decide é só o oficial consular. O que a gente garante é que você não vai chegar naquela porta descobrindo as regras na hora.
Perguntas frequentes
Pode levar celular na entrevista do visto americano?
Sim, pode levar o celular na entrevista do visto americano. No CASV o aparelho entra com você, só precisa estar desligado. No dia do consulado, o celular não entra no prédio: fica em um guarda-volumes terceirizado e pago do lado de fora, então separe um trocado antes de guardá-lo.
Precisa levar extrato bancário?
Não é obrigatório levar extrato bancário — ele entra como documento de apoio, junto com holerite ou pró-labore, pra mostrar sua movimentação normal. É bem provável que o oficial nem peça: a conversa se apoia no que você diz e no seu DS-160, não no volume de papel.
O que levar para a entrevista de criança?
Cada criança leva o próprio passaporte, DS-160 e agendamento, mais a certidão de nascimento. Menores de 7 anos precisam de foto impressa própria no CASV (ou no CED, o centro de entrega de documentos, em Porto Alegre e Recife). A presença na entrevista do consulado é obrigatória em qualquer idade — veja a entrevista com criança pequena.
Precisa levar a confirmação do DS-160 impressa?
Sim, a confirmação do DS-160 impressa é obrigatória — é um dos três documentos que decidem se você entra. É a folha com código de barras que sai ao fim do preenchimento; sem ela, o atendimento não acontece nem no CASV nem no consulado.
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