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Empresário Brasileiro Pode Morar nos EUA para Expandir a Empresa? Entenda os Caminhos Reais

É uma das perguntas mais comuns entre empresários brasileiros: “posso simplesmente ir morar nos Estados Unidos para expandir meu negócio?”. A resposta curta é: depende do caminho jurídico certo — e o caminho mais conhecido, o visto de investidor E-2, na verdade não está disponível para quem só tem passaporte brasileiro. Vamos esclarecer isso e mostrar as alternativas que realmente funcionam.

O mito do visto E-2 para brasileiros

O visto E-2 (Investidor de Tratado) é, de longe, o mais mencionado quando o assunto é “morar nos EUA com um negócio”. O problema é que ele só está disponível para cidadãos de países que têm um tratado de comércio específico com os Estados Unidos — e o Brasil não é um desses países. Isso significa que, usando apenas o passaporte brasileiro, não é possível solicitar o E-2, não importa o valor do investimento.

Há um detalhe importante: quem tem dupla cidadania de um país do tratado (como Itália, Portugal, Alemanha, Espanha ou Argentina, por exemplo) pode solicitar o E-2 usando esse outro passaporte. Se você tem ascendência europeia e cogita buscar a cidadania por descendência, esse pode ser um caminho — mas o processo de cidadania em si costuma levar anos, então não é uma solução rápida.

Existe previsão de o Brasil entrar no tratado E-2?

Rumores sobre um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos para incluir os brasileiros no programa E-2 voltaram a circular após encontros diplomáticos recentes entre os dois governos. Até o momento, porém, não existe confirmação oficial de nenhuma negociação em andamento. Vale acompanhar, mas não é recomendável planejar sua estratégia de imigração apostando nisso.

Os caminhos que realmente funcionam hoje

  • Visto L-1 (transferência ou abertura de filial) — o caminho mais direto para quem já tem empresa no Brasil. Permite abrir uma filial americana (New Office L-1) e se transferir como executivo ou gerente, com caminho para green card sem cota anual. Já cobrimos esse tema em detalhe em outro post do blog.
  • Visto EB-5 (investidor imigrante) — exige investimento bem mais alto (a partir de US$ 800 mil em áreas-alvo, ou US$ 1,05 milhão fora delas) e a geração de pelo menos 10 empregos diretos. Mas concede green card diretamente, sem depender de nacionalidade de tratado.
  • Cidadania de país do tratado E-2 — para quem tem ascendência italiana, portuguesa, alemã ou de outro país elegível. Um caminho indireto, mas viável para quem já está no processo de reconhecimento de cidadania.
  • Visto O-1 (habilidade extraordinária) — para empresários com reconhecimento de destaque comprovado na área de atuação. Mais difícil de qualificar, mas não depende de tratado nem de valor mínimo de investimento.

Comparativo rápido

CaminhoBrasil tem tratado para isso?Leva a green card?
E-2 (passaporte brasileiro)Não — Brasil não é elegívelNão
L-1 (empresa já existe ou nova filial)Não precisa de tratadoSim (L-1A, via EB-1C)
EB-5 (investimento alto)Não precisa de tratadoSim, diretamente
E-2 via dupla cidadania (ex: Itália, Portugal)Não — usa o tratado do outro paísNão

Qual caminho faz mais sentido pro seu caso?

Se você já tem uma empresa operando no Brasil e quer abrir uma operação nos EUA, o L-1 costuma ser o caminho mais rápido e acessível. Se você tem capital disponível para um investimento maior e quer o green card direto, o EB-5 pode valer a pena. Se você tem ascendência de um país do tratado, vale avaliar o E-2 como estratégia de médio prazo. O erro mais comum é gastar meses pesquisando o E-2 sem saber que ele simplesmente não está disponível para o passaporte brasileiro — e isso pode ser resolvido logo no início com a orientação certa.

Perguntas frequentes sobre morar nos EUA como empresário

Por que o Brasil não tem tratado E-2 com os EUA?

A criação de um tratado E-2 depende de negociação diplomática e econômica entre os dois países, algo que não está relacionado apenas à demanda de imigração. O Brasil nunca firmou esse tipo de acordo específico com os Estados Unidos.

Se eu abrir uma empresa nos EUA, isso me dá automaticamente o direito de morar lá?

Não. Ter uma empresa registrada nos EUA não concede, por si só, nenhum visto ou status migratório. É necessário um visto específico (como L-1 ou EB-5) vinculado a essa empresa.

Quanto preciso investir para o visto L-1 de nova filial?

Não há valor mínimo fixo em lei, mas o investimento precisa ser suficiente para sustentar uma operação real, com escritório, estrutura e capacidade de gerar receita em até 1 ano.

Meu cônjuge e filhos podem morar comigo em qualquer um desses caminhos?

Sim. Tanto no L-1 quanto no EB-5, cônjuge e filhos menores de 21 anos podem acompanhar o titular, e no caso do L-1 o cônjuge pode inclusive solicitar autorização de trabalho.

Vale a pena esperar um possível tratado E-2 com o Brasil?

Não é recomendável parar o planejamento à espera disso. Não há prazo nem confirmação oficial de negociação, e os caminhos como L-1 e EB-5 já estão disponíveis hoje.

Tem uma empresa no Brasil e quer avaliar o melhor caminho para expandir para os Estados Unidos? Fale com a nossa equipe — analisamos o seu caso e te mostramos qual visto realmente se aplica à sua situação.

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