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Visto L-1 para Empresários: Como Funciona a Transferência Intracompany para os EUA

O visto L-1 é a principal porta de entrada nos Estados Unidos para executivos, gerentes e funcionários com conhecimento especializado de empresas que já têm — ou vão abrir — uma operação americana ligada à empresa no Brasil. Diferente de outros vistos de trabalho, ele não tem cota anual nem sorteio, o que o torna uma opção muito mais previsível para quem está expandindo negócios para os EUA.
Neste guia, vamos direto ao ponto: quem pode pedir, como funciona o processo, quanto custa e quais são os principais cuidados.
O que é o visto L-1?
O L-1 permite que uma empresa multinacional transfira um funcionário de uma empresa estrangeira afiliada para uma unidade nos Estados Unidos — seja uma matriz, subsidiária, filial ou empresa do mesmo grupo. Existem duas categorias:
- L-1A — Executivos e Gerentes: para quem ocupa cargo de liderança, com responsabilidade sobre equipe, função-chave ou departamento. Validade de até 7 anos, com caminho direto para o green card EB-1C, sem exigência de certificação de trabalho (PERM).
- L-1B — Conhecimento Especializado: para funcionários com conhecimento técnico ou de processos exclusivos da empresa. Validade de até 5 anos. O caminho para o green card, nesse caso, exige o processo PERM, mais longo.
Quem pode se qualificar?
Os requisitos principais são:
- Ter trabalhado pelo menos 1 ano contínuo (dos últimos 3 anos) na empresa estrangeira afiliada, antes da transferência;
- A empresa no Brasil e a empresa nos EUA precisam ter uma relação corporativa qualificada: matriz, subsidiária, filial ou afiliada;
- A posição nos EUA precisa ser, de fato, executiva, gerencial ou de conhecimento especializado — não qualquer cargo se enquadra;
- A empresa americana precisa estar operando (ou ter um plano de negócios sólido, no caso de abertura de nova filial).
Abrindo uma nova empresa nos EUA (New Office L-1)
Se a empresa americana ainda não existe ou tem menos de 1 ano de operação, o processo é chamado de New Office L-1. Nesse caso, a aprovação inicial costuma ser concedida por até 1 ano, e a extensão depende de comprovar que o escritório americano já está funcionando de verdade — com receita, clientes e estrutura suficiente para sustentar o cargo executivo ou gerencial proposto.
Isso significa que o plano de negócios apresentado no pedido inicial precisa ser realista e detalhado — promessas vagas de crescimento futuro não sustentam a extensão.
Quanto custa o visto L-1 em 2026?
O processo tem várias camadas de custo. As taxas governamentais obrigatórias variam conforme o porte da empresa:
| Taxa | Valor (2026) |
| Form I-129 (petição base) | US$ 1.385 (ou US$ 695 para empresas com até 25 funcionários / sem fins lucrativos) |
| Fraud Prevention and Detection Fee (petições novas) | US$ 500 |
| Public Law 114-113 (empresas com 50+ funcionários e mais de 50% em H-1B/L-1) | US$ 4.500 |
| Premium Processing (opcional, decisão em 15 dias úteis) | US$ 2.965 |
| Taxa consular (DS-160) | ≈ US$ 205 |
| Total estimado (petição individual, sem advogado/consultoria) | US$ 7.000 a US$ 15.000+ |
Esse total ainda não inclui honorários de assessoria jurídica especializada, que variam bastante conforme a complexidade do caso — principalmente em petições de nova filial.
Vale a pena pagar o Premium Processing?
Sem Premium Processing, o USCIS pode levar de 3 a 6 meses para decidir sobre a petição. Com Premium Processing, a resposta sai em até 15 dias úteis — o que costuma valer a pena quando existe uma data de início de trabalho já definida, ou quando a urgência do negócio não permite meses de incerteza.
Vantagens do L-1 em relação a outros vistos de trabalho
- Sem cota anual e sem sorteio, diferente do H-1B;
- Visto de intenção dupla — o titular pode buscar green card sem colocar o status L-1 em risco;
- Cônjuge (visto L-2) pode solicitar autorização de trabalho (EAD) para qualquer empregador nos EUA, não só para a mesma empresa;
- L-1A oferece caminho direto para o green card EB-1C, sem o processo demorado de certificação de trabalho (PERM).
Perguntas frequentes sobre o visto L-1
“Eu, como dono da empresa no Brasil, posso solicitar o L-1 para mim mesmo?“
O L-1 precisa ser peticionado pela empresa americana em nome do funcionário — não é um pedido individual. Fundadores e sócios podem estruturar o caso para que a empresa americana peticione em seu nome, mas isso exige planejamento cuidadoso da estrutura societária.
“Preciso já ter uma empresa aberta nos Estados Unidos?“
Não necessariamente. É possível pedir o L-1 para abrir uma nova filial nos EUA (New Office L-1), mas o processo exige um plano de negócios detalhado e a aprovação inicial é mais curta (até 1 ano).
“Quanto tempo posso ficar nos EUA com o visto L-1?“
Até 7 anos no total para L-1A (executivos/gerentes) e até 5 anos para L-1B (conhecimento especializado), somando período inicial e extensões.
“Meu cônjuge pode trabalhar nos EUA com o visto L-2?“
Sim. O cônjuge titular de visto L-2 pode solicitar autorização de trabalho (EAD) e trabalhar para qualquer empregador nos Estados Unidos, não apenas para a empresa do titular do L-1.
“O L-1 garante green card no futuro?“
Não garante automaticamente, mas facilita bastante o caminho — principalmente para L-1A, que pode migrar para o green card EB-1C sem precisar do processo de certificação de trabalho (PERM), que costuma ser o mais demorado.
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