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Visa Integrity Fee: a taxa de US$ 250 que só quem é aprovado paga
Até setembro de 2026, não há confirmação oficial de que a Visa Integrity Fee de US$ 250 esteja sendo cobrada. A taxa existe em lei desde julho de 2025 e, quando valer, só será paga por quem tiver o visto aprovado, na emissão.
“Sara, é verdade que agora tem uma taxa nova de 250 dólares no visto?” Essa pergunta chegou três vezes no meu WhatsApp só na semana passada, sempre no mesmo tom — o de quem acabou de ver o orçamento da viagem desandar em um print de rede social. A resposta curta: a taxa existe em lei, mas ainda não tem confirmação oficial de cobrança — e é isso que muda a conversa.
Vou direto ao ponto, com data de referência de setembro de 2026: a Visa Integrity Fee é uma taxa de US$ 250 criada por uma lei americana de julho de 2025 e prevista para ser cobrada na emissão do visto — ou seja, só de quem for aprovado. Se o seu visto for negado, essa taxa não existe pra você. O que muda em relação ao que se lê por aí: até hoje não localizamos publicação oficial confirmando que essa cobrança já começou — o próprio governo americano disse, em julho de 2025, que a implementação viria numa publicação futura, e essa publicação segue sem aparecer.
A Visa Integrity Fee já está sendo cobrada? (setembro de 2026)
Até setembro de 2026, não localizamos publicação oficial confirmando que a Visa Integrity Fee já está em cobrança. Três fatos: a lei que criou a taxa de US$ 250 foi sancionada em julho de 2025; o DHS disse, em 22 de julho de 2025, que a implementação viria em publicação futura; essa publicação ainda não apareceu.
A taxa aparece citada em pelo menos um documento oficial de 2026 — mas só dentro do resumo de um comentário público que o próprio governo reproduziu, não como confirmação de cobrança por parte do Departamento de Estado ou do DHS. Enquanto isso não muda, a resposta mais honesta continua sendo: ainda não é possível confirmar que a cobrança começou.
O que é a Visa Integrity Fee, em português claro
O nome assusta mais do que o conteúdo. “Integrity fee” é, na tradução literal, uma taxa de integridade — uma cobrança criada pelo governo americano ligada à fiscalização do sistema de vistos. Ela foi aprovada em lei em julho de 2025 e vale para vistos de não-imigrante, categoria que inclui o visto de turismo e negócios que a maioria das pessoas tira.
Duas coisas que ela não é, porque essa confusão aparece direto nas minhas conversas:
- Não substitui a taxa MRV. A MRV é a taxa de solicitação, aquela que todo mundo paga antes de agendar a entrevista — em setembro de 2026, US$ 185 por pessoa. A Integrity Fee é outra cobrança, com outra natureza e outro momento.
- Não é serviço, nem prioridade, nem garantia de nada. Pagar não te coloca em fila mais rápida e não influencia a decisão do oficial consular. Quem confunde essa taxa com a taxa expressa (a de US$ 750, opcional) acaba achando que existe um caminho pago para aprovação — e não existe.
A diferença que muda tudo: ela é cobrada na saída, não na entrada
Aqui está o ponto que faz essa taxa ser diferente de todas as outras do processo — é assim que a lei desenha a cobrança, para quando ela começar a valer. As taxas que você já paga hoje são cobradas na entrada: você paga primeiro, e o resultado vem depois. A MRV é assim — paga por pessoa, antes do agendamento, e não é devolvida nem se o visto for negado. É dinheiro que sai antes de qualquer resposta.
A Visa Integrity Fee inverte essa lógica: pela lei, ela fica amarrada à emissão do visto — a etapa em que o visto é efetivamente colado no seu passaporte depois da aprovação. Sem aprovação não há emissão; sem emissão, não há o que cobrar. Quando (e se) a cobrança começar a valer, quem receber uma negativa — por exemplo, uma recusa por 214(b), a sigla que significa vínculos não demonstrados — não pagaria esses US$ 250; perderia só a MRV, já paga, que não entraria na conta da Integrity Fee.
Eu insisto nesse detalhe porque ele muda o clima da conversa. Quando alguém me chama achando que precisa ter as duas taxas no bolso pra sequer tentar o visto, a informação de que só os US$ 185 saem agora, e que os US$ 250 só entrariam na conta se a cobrança começar a valer e o visto for aprovado, tira um peso real do planejamento — principalmente pra família que multiplica tudo por quatro.
“Implantação gradual”: o que isso quer dizer na prática
A expressão “implantação gradual” circula em notícias e grupos de viagem. Não existe fonte oficial pra ela: nenhuma publicação do governo descreve uma implantação por etapas ou por posto. Lei aprovada não significa cobrança confirmada no mesmo dia — é a parte que gera mais ruído: você lê uma notícia dizendo que a taxa “já está valendo”, conversa com alguém que acabou de retirar o passaporte e não pagou nada além da MRV, e fica sem saber em quem acreditar. O que existe, de fato, é isto: a lei existe desde julho de 2025, e o próprio Departamento de Segurança Interna (DHS) disse, em 22 de julho de 2025, que a cobrança dependia de coordenação entre órgãos e seria implementada numa publicação futura. Até setembro de 2026, essa publicação ainda não apareceu.
O que isso significa pra você, em setembro de 2026, em três frases honestas:
- Pode ser que a cobrança ainda não tenha começado oficialmente. É a leitura mais sustentada pelas fontes que encontramos: nem o Departamento de Estado nem o DHS publicaram confirmação do início efetivo até hoje.
- Ninguém consegue te dar uma data exata. Quem diz “a partir do mês tal vai ser cobrado de todo mundo” está chutando. A informação que vale é a do consulado onde você foi agendado, no momento do seu processo.
- Isso não é motivo pra adiar nada. A taxa, quando (e se) começar a valer, segue sendo cobrada só de quem é aprovado — segurar o processo não muda isso e só empurra você pra uma fila mais cheia.
Com os nossos clientes, o combinado é simples: a gente acompanha as publicações oficiais sobre essa taxa e avisa se alguma coisa mudar antes da sua emissão. É uma das poucas variáveis do processo que ninguém controla hoje, então o jeito é não ser pego de surpresa.
Como colocar essa taxa no orçamento sem número mágico
Eu nunca vou te dar uma soma fechada do “preço do visto”, e a Integrity Fee é justamente o motivo mais claro pra isso: uma taxa condicional não pode ser somada como se fosse certa. O que funciona é montar a conta em camadas:
- US$ 185 por pessoa, agora. É a MRV, certa para todo mundo, paga antes de conseguir agendar a entrevista. Criança paga o mesmo valor de adulto.
- US$ 250 por pessoa, reservados. Não gaste esse dinheiro no roteiro da viagem enquanto não houver confirmação oficial de que a cobrança já vale pro seu caso. É uma reserva, não uma despesa confirmada — e ela só vira despesa se a cobrança estiver valendo e o visto for aprovado.
- US$ 750, provavelmente fora da sua conta. É a taxa expressa, opcional, um piloto que vai até 31/12/2026, restrito a visto de turismo e negócios e a postos selecionados — a disponibilidade no Brasil não está confirmada. Ela também não aumenta chance de aprovação.
- Multiplique pelo número de viajantes e converta pelo câmbio do dia, lembrando que o valor em reais muda toda semana.
Se quiser ver as três taxas explicadas uma a uma, com o que cada uma cobre e quando é paga, é isso que eu faço no guia de quanto custa o visto americano em 2026. E se você quer entender a origem e o desenho da Integrity Fee com mais profundidade, escrevi um guia dedicado a ela em Visa Integrity Fee: a nova taxa de US$ 250 do visto americano.
Ninguém deveria te cobrar essa taxa por fora
Taxa de governo se paga pelos canais oficiais do processo, e isso vale pra todas elas. Então trate como sinal de alerta qualquer oferta de “adiantar a Integrity Fee”, “pagar por dentro” ou “garantir o valor antigo antes do reajuste”. Não existe fila de pagamento antecipado de uma taxa que a lei prevê cobrar na emissão do visto.
Vale a mesma régua pra assessoria: o que a gente cobra é o serviço de acompanhamento — análise do seu perfil, revisão do formulário, preparo pra entrevista. As taxas oficiais são separadas, você enxerga cada uma e sabe exatamente pra onde o dinheiro vai. Quando alguém junta tudo num pacote “tudo incluso” com um número redondo, normalmente é porque a conta detalhada não sustenta a promessa.
Na prática
Um casal me procurou em julho dizendo que ia deixar o visto pra 2027. Eles tinham lido, num grupo de viagem, que “o visto agora custa mais de dois mil reais por pessoa” e que a tal taxa nova era cobrada logo na entrada do processo. Com dois filhos na conta, o número que eles tinham na cabeça passava de oito mil reais só de taxa — e a viagem, que era de férias escolares, virou “ano que vem se der”.
Quando a gente desmontou a conta junto, o quadro ficou outro: quatro taxas MRV de US$ 185 saíam agora, a Integrity Fee entrava como reserva de US$ 250 por pessoa aprovada, e a taxa expressa ficava fora — eles não tinham urgência nenhuma que justificasse. O desembolso imediato era menos da metade do que eles imaginavam, e a parte maior só apareceria num cenário em que o processo já tivesse dado certo. Seguiram com o processo naquele mês. Não porque alguém prometeu resultado — eu não prometo, e ninguém honesto promete —, mas porque eles pararam de decidir com base num número que nunca existiu.
Resumindo
Em setembro de 2026, a Visa Integrity Fee é uma taxa de US$ 250, criada por lei em julho de 2025 e prevista para ser cobrada na emissão do visto — portanto, apenas de quem é aprovado; quem recebe negativa não pagaria. Até hoje, não encontramos publicação oficial confirmando que essa cobrança já começou a valer na prática. No orçamento, ela entra como reserva por pessoa, nunca como parcela de uma soma fechada de “preço do visto”. E desconfie de qualquer oferta de pagar essa taxa por fora ou adiantado.
Perguntas frequentes
A cobrança da Visa Integrity Fee já começou?
Até setembro de 2026, não encontramos publicação oficial confirmando que a cobrança da Visa Integrity Fee já começou. O DHS disse, em julho de 2025, que a implementação viria em publicação futura — essa publicação ainda não apareceu, então a informação mais honesta é: ainda não é possível confirmar.
Quem paga a Visa Integrity Fee de US$ 250?
Só quem tem o visto aprovado paga a Visa Integrity Fee de US$ 250. A lei (sancionada em julho de 2025) prevê a cobrança na emissão do visto, o momento em que o documento é colado no passaporte depois da aprovação — não na solicitação, não na entrevista.
Se o visto for negado, a Visa Integrity Fee é cobrada?
Pela lei, não: se o visto for negado, a Visa Integrity Fee não é cobrada. A lei fala em cobrança “no momento da emissão” do visto; sem aprovação, não há emissão, e não haveria essa taxa de US$ 250 a pagar. Você perderia apenas a taxa MRV, já paga antes.
A Visa Integrity Fee substitui a taxa MRV de US$ 185?
Não, a Visa Integrity Fee não substitui a taxa MRV de US$ 185. São cobranças diferentes: a MRV é paga antes da entrevista; a Integrity Fee está prevista em lei para cobrança na emissão, só de quem for aprovado — sem confirmação oficial até setembro de 2026.
Quer que eu ou alguém do time monte a conta real do seu caso, com o número de viajantes e o seu posto? Me chama no WhatsApp que a gente vê isso com calma, taxa por taxa. A gente não promete aprovação — ninguém honesto promete, porque quem decide é só o oficial consular. O que a gente garante é que você não vai pagar nada sem entender por quê.
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